Ferrari falsificadas são encontradas na Itália






Um frasco do perfume Ferrari no Free Shop (loja nos aeroportos livre de impostos de importação) custa US$ 48 e, nas perfumarias brasileiras, cerca de R$ 150. Já no mercado negro o mesmo frasco falsificado pode custa entre R$ 50 e R$ 100. A Ferrari, além de fabricar automóveis esportivos de luxo, tem a sua marca estampada em diversos produtos. Eles vão de roupas a eletrônicos. A patente para ter o cavalinho estampado não é nem um pouco viável. Afinal, o fabricante italiano não vai querer associar o seu logotipo a um artigo de quinta categoria. Na terça-feira desta semana, agentes da polícia financeira italiana quebraram uma fábrica de Ferrari falsificadas. Ao todo, foram encontradas 16 réplicas que seriam vendidas por cerca de R$ 50 mil. Para ter uma ideia, um modelo original ultrapassa fácil a barreira de R$ 500 mil.

A oficina clandestina funcionava no município de Agrigento, na região da Sicilia. Um dos modelos que estava pronto para ser vendido era um F360 Modena. Ele tinha algumas peças originais, como volante, maçaneta e faróis, porém a grande maioria da estrutura estava moldada em resina.

Apesar de a falsificação ser ilegal, todos os compradores sabiam que estavam adquirindo um automóvel “genérico”. As encomendas eram feitas via internet e o negócio estava crescendo. Havia clientes nas principais cidades italianas e o preço variava de modelo para modelo, de R$ 50 mil a R$ 120 mil.

Para os mais nacionalistas, a grande traição está na montagem dos protótipos. Eles eram produzidos por artesãos italianos sobre o chassi de um modelo americano, um Pontiac Fiero. O motor também é o mesmo que equipa o automóvel norte-americano.

Esta não é a primeira vez que a Ferrari enfrenta falsificadores. De acordo com o departamento de comunicação de Maranello, a fabricante ajuda a polícia com informações extras nas investigações.
Fonte: WebMotors
Fotos: Divulgação/Polícia Financeira de Palermo
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Sobre Erik Lara

Editor e fundador paulistano, tem 22 anos, estudante de marketing na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. É apaixonado por carros esportivos e preparados desde os 6 anos de idade. Aos 17 anos resolveu criar o Age Of Sport Cars para ler, escrever e informar sobre aquilo que mais gosta.

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