Audi TTS oferece emoção com segurança






Tração diminui o ímpeto dos 272 cv, mas faz o esportivo andar ‘sobre trilhos’
A vida de quem tem quase R$ 300.000 para gastar em um esportivo pode não ser tão fácil assim. Se quiser escolher o carro que mais se adapte ao seu gosto, o feliz proprietário terá de entender as diferenças entre trações simples ou integrais (nas quatro rodas), motores com ou sem turbo e câmbios automáticos, com uma ou duas embreagens. O pacote do Audi TTS, que chega ao Brasil por R$ 283.750 (Coupé) e R$ 299.000 (Roadster com capota de tecido), preza a segurança com sua tração quattro (a Audi registrou a patente com o nome escrito em caixa baixa mesmo), a esportividade com o câmbio S tronic de duas embreagens e o chamado downsizing, que busca extrair o máximo de potência de um motor pequeno, com o bloco 2.0 turbo.

Com 2.000 cm3 de cilindrada (a mesma capacidade cúbica de um Chevrolet Vectra), o TTS atinge 272 cavalos de potência a 6.000 rpm e 35,7 kgfm de torque entre 2.500 rpm e 5.000 rpm graças ao turbo, à injeção direta e à tecnologia aplicada. A tração integral tira um pouco da emoção nas arrancadas (essa senação é encontrada em maior dose nos concorrentes diretos BMW Z4 e Mercedes-Benz SLK), mas oferece uma segurança impressionante em curvas rápidas. Graças à tração nas quatro rodas, os pneus do Audi “abraçam” o asfalto se o motorista mantiver um pouco do acelerador pressionado no contorno das curvas, o que possibilita que um motorista menos experiente possa extrair mais do carro de forma segura.

Não há como esconder: quem procura um carro bruto, daqueles que empurram as constelas do motorista contra o banco, vai se decepcionar com o TTS. Perfeito nas arrancadas, o esportivo da Audi aproveita a tração integral para ir de 0 a 100 km/h em 5s2 (5s4 na versão conversível), ou seja, é eficiente e discretíssimo (a velocidade máxima é limitada a 250 km/h nas duas versões). Menos agressivo que um Z4 de 6 cilindros em linha ou um SLK V6, ele está longe de ser chato, mas é mais previsível e menos arisco.

Eficiente, seguro e bem equipado, o TTS não é um esportivo brutal (essa vocação fica para o TT RS), mas atende perfeitamente quem busca mais versatilidade em um carro rápido (muito rápido). Se você entendeu do que se trata e gostou da dose, pode visitar uma concessionária da Audi e encomendar o seu. Fará um excelente negócio. Só não esqueça de checar se o saldo bancário está na casa dos R$ 300.000.









Fonte: Carro Online

Share on Google Plus

Sobre Gabrie Smisek

Editor e fundador paulistano, tem 22 anos, estudante de marketing na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. É apaixonado por carros esportivos e preparados desde os 6 anos de idade. Aos 17 anos resolveu criar o Age Of Sport Cars para ler, escrever e informar sobre aquilo que mais gosta.

0 comentários :

Postar um comentário