Porsche Cayenne S 2010


É difícil acreditar, mas a Porsche, com seus carros caríssimos, lidera um segmento de automóveis no Brasil: o nicho dos exclusivos SUV premium com o Cayenne. Nascido em 2002, somente neste ano o veículo passou por sua primeira metamorfose de corpo inteiro para continuar firme na briga contra máquinas fora-de-estrada de alto padrão como Audi Q7, BMW X5, Land Rover Range Rover, VW Touareg e companhia. Somente no país, ganharam as ruas mais de 1.800 exemplares desde sua estreia.

“É um volume avassalador para o segmento”, comemora Marcel Visconde, diretor da representante oficial da Porsche por aqui. E para seguir à frente do ramo, a marca já tem no Brasil a nova geração do Cayenne. Na versão S, que tivemos acesso a convite da empresa, o modelo traz o motor 4.8 V8 com injeção direta de gasolina, 400 cavalos de potência e 51 kgfm de torque à disposição para levá-lo a qualquer lugar em alta velocidade e com extremo conforto, seja a pista pavimentada ou a de terra.

O Cayenne S na versão para o mercado nacional custa R$ 379.000. E trata-se do modelo de “entrada”, ao menos por enquanto. “O novo Cayenne V6 chega depois do Salão de São Paulo”, prometeu Visconde. Quem for mais ousado e tiver mais cacife pode levar o top Cayenne Turbo, um belo "monstro" com 500 cv e preço tabelado de R$ 555.000. Mas vamos nos concentrar na versão com “apenas” 400 cv.

Quem antes arriscava dizer que o Cayenne era feio, agora deve fazer ressalvas. O novo modelo tem mais cara de Porsche, por assim dizer. A frente ficou mais baixa e os faróis mais estreitados, como no 911. Visto de trás, percebe-se um acentuamento na forma ovalada da coluna C, dando ao jipão um “quê” de cupê. A impressão, com essa reforma na traseira, é que o carro ficou menor. Ledo engano. Ele é maior. Em relação à primeira geração, o carro da vez é 5 cm mais comprido com seus 4,84 m.

A parte interna também muda radicalmente e herda muita coisa do Panamera. Do cupê 4 portas vem o painel central com uma porção de botões para controles individuais de climatização e diferentes sistemas do carro. Outra novidade no Cayenne é o painel clássico da marca, com o conta-giros no centro e um relógio digital que permite acesso às variadas funções do computador de bordo. Os bancos dianteiros revestidos de couro possuem ajuste elétrico preciso e o acabamento à frente do motorista pode ter varias opções de decoração de tecido, plásticos laqueados, madeira ou até mesmo aço escovado. Seguindo ainda a linha de ser “mais Porsche” , o Cayenne S adotou um volante menor de ótima pegada e com comandos de mudança de marcha. É uma cabine que exala luxo e agora traz um teor maior ainda de esportividade.



Conduzindo a fera





O Cayenne S é o tipo de carro que, de tão silencioso e suave de se dirigir, atinge-se 200 km/h às vezes por descuido do motorista, que só percebe a velocidade avançada quando o barulho do descolamento de ar do lado de fora supera o volume do rádio. Se você quiser ouvir o ronco do V8, um rápido kick-down (manobra na qual o câmbio automático reduz as marchas para maior aceleração) no pedal do acelerador faz o motor "urrar" e levanta a questão: como um carro de 2.065 kg pode acelerar tanto? E olha que estamos falando da versão intermediária S.

E como é fácil conduzi-lo. Os largos pneus na medida 255/55 R18 parecem correr em trilhos tamanha a estabilidade apresentada. Uma curva em alta velocidade não é problema para o Cayenne S, que conta ainda com o auxílio do sistema PTM (Porsche Traction Management), que distribui o torque entre as quatro rodas de acordo com o piso e a força imposta pelo pé direito do motorista no acelerador. Já o câmbio automático com 8 velocidade é tão suave e rápido que dispensa dupla embreagem.

A potência máxima de 400 cv, segundo a Porsche, surge em 6.500 rpm, enquanto o pico do torque aparece no momento que o motor passa das 3.500 rpm até 5.000 rpm. Com esses valores, o Cayenne S realiza o sprint de 0 a 100 km/h em 5s9 e continua acelerando até atingir 258 km/h, conforme dados da fabricante. Além de mais rápido que o modelo anterior, o lançamento também é 23% mais eficiente no consumo de combustível graças ao recurso de injeção direta, que aproveita ao máximo a combustão de cada gota de gasolina. Na média combinada dos ciclos urbano e rodoviário, ainda de acordo com a marca, o veículo registra 9,5 km/l. Não que gastos com combustível sejam uma preocupação para quem tem um carro desses, mas isso significa maior autonomia e menos paradas durante uma longa viagem.




Recheio alemão




A lista de equipamentos do Cayenne S é vasta. Para segurança, o modelo traz faróis de bi-xenônio direcionais com acendimento automático, freios com discos de 360 mm de diâmetro, 8 airbags e o sistema PSM (Porsche Stability Management) para controle eletrônico de tração e estabilidade. Para incrementar a dirigibilidade, o aparelho oferece três modos de operação – Confort, Normal e Sport –, além da possibilidade de variar a altura do carro em relação ao solo. Para Volvo nenhum botar defeito, o novo SUV Porsche também conta com um detector de objetos em pontos cegos da carroceria e avisa o motorista com luzes na base do retrovisor externo.

Já para distração, além dos 400 cavalos de potência e o conta-giro no centro do painel de instrumentos, o carro traz também um afinado sistema de áudio CDR-31 com 10 alto-falantes e controle por meio de uma tela de 7” sensível ao toque. É possível ligar ao equipamento o aparelho por celular ou Bluetooth, além da conexão USB para mídias externas. Para finalizar, vale destacar o emprego do sistema Auto Stop/Start, que desliga o motor em situações como congestionamentos e semáforos fechados para poupar combustível.






Da loja para a sua garagem





Direto ao ponto. O Cayenne está entre um dos melhores SUV premium à venda no Brasil. Por se tratar de um Porsche, o prestígio da marca fundada por Ferdinand Porsche conta alguns pontos na hora de optar entre um utilitário esportivo da BMW ou Mercedes-Benz ou levar para casa este alemão. A versão S ainda oferece um desempenho mais apurado para quem não se contenta com a convencionalidade de um bloco V6.

O preço, por incrível que pareça, em alguns casos é inferior ao de modelos concorrentes equivalentes em desempenho e acabamento (um Ranger Rover Vogue 5.0, por exemplo, custa R$ 399.900 e um Mercedes-Benz ML 63 AMG sai por R$ 415.000). Por essas e outras razões, o modelo continuará no topo da pirâmide de seu segmento por aqui, mas agora com mais personalidade e capaz de levá-lo a lugares inimagináveis.







Fonte: Carro Online
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Sobre Gabrie Smisek

Editor e fundador paulistano, tem 22 anos, estudante de marketing na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. É apaixonado por carros esportivos e preparados desde os 6 anos de idade. Aos 17 anos resolveu criar o Age Of Sport Cars para ler, escrever e informar sobre aquilo que mais gosta.

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