Volvo C30 2.0










A posição de dirigir é ótima e o volante tem peso esportivo, com respostas rápidas. A transmissão tem engates curtos e precisos e a suspensão, estabilidade acima da média. E o motor, mesmo na versão de entrada, não decepciona. Então por que o Volvo C30 vende tão pouco?

De janeiro a junho, só 204 pessoas compraram o hatch fabricado na Bélgica. É menos do que a Chrysler vendeu de PT Cruiser – que já teve a produção encerrada. O problema são os outros. Em 2007, o C30 era mais que uma novidade. Mesmo a versão mais simples, sem passar dos 100000 reais, além do design diferenciado, trazia desempenho honesto, bom pacote de equipamentos e status de importado. Com esses predicados, ele dobrou os números da Volvo no Brasil.

Seu sucesso aguçou a concorrência. A BMW trouxe o 118i e a Mercedes-Benz, o CLC – e a Audi barateou o A3. Isso sem contar Smart, Mini, Fiat 500... Não bastasse isso, o C30 amargou o esquecimento na própria casa, que privilegiou o utilitário-esportivo XC60, atual líder de vendas da Volvo. O design que se vê nas fotos mudou no fim do ano passado.

O C30 recebeu leve reestilização, suficiente para deixá-lo mais agressivo. Na dianteira, os faróis estão maiores, e parachoque, capô e grade frontal são novos. Atrás, o para-choque foi redesenhado.

Na essência, é um Focus. Plataforma, motor – Duratec 2.0 16V, de 145 cv, mas só a gasolina – e câmbio são os mesmos do nosso Ford. O acerto é mais esportivo, porém às vezes dá saudade do Ford – tente entrar no banco traseiro para ver.

A profusão de comandos no console impressiona, mas mexer no rádio com o carro em curso pode ativar outra função – os botões são pequenos e próximos. O porta-malas de 224 litros, digno de Ford Ka antigo, não esconde a bagagem.

Há itens não vistos no Ford: controle de estabilidade e tração, sistema de proteção contra lesões na coluna, seis airbags e outras tecnologias dignas de um Volvo. A lista de série é extensa, mas nem todos sabem. Discrição e sobriedade são características da marca sueca, mas também não precisavam exagerar.



Fonte: Quatro Rodas
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Sobre Gabrie Smisek

Editor e fundador paulistano, tem 22 anos, estudante de marketing na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. É apaixonado por carros esportivos e preparados desde os 6 anos de idade. Aos 17 anos resolveu criar o Age Of Sport Cars para ler, escrever e informar sobre aquilo que mais gosta.

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